Além de fomentar o empreendedorismo e ações colaborativas, diversos municípios do Estado têm utilizado a tecnologia para resolver problemas urbanos e levar desenvolvimento para o campo. É o que destacam prefeitos e secretários municipais que participam nesta quinta-feira (22), em Bombinhas, do 2º. Congresso Catarinense de Cidades Digitais, promovido pela Rede Cidade Digital (RCD) em parceria com a Prefeitura Municipal de Bombinhas.
Sede desta segunda edição do evento que compartilha modelos e soluções tecnológicas para pequenos e médios municípios, Bombinhas vem transformando a forma de atender a população através de softwares e infraestruturas de rede. Com 20 mil habitantes, o município teve um acréscimo de R$22 milhões em 12 meses apenas com investimentos em sistemas de georreferenciamento.
A prefeita e Presidente da AMFRI Ana Paula da Silva, mais conhecida como Paulinha, também destaca melhorias e eficiência na Saúde e comunicação com a população, entre outros impactos positivos, após a interligação via fibra óptica dos prédios públicos. Recentemente, a cidade foi considerada pelo Conselho Federal da Administração a terceira melhor gestão do Brasil e a primeira de Santa Catarina. “E eu asseguro que a tecnologia foi decisiva. Ela pode ajudar a resolver qualquer problema que você tenha”, disse a prefeita aos gestores que participam do encontro no Centro de Eventos Vila do Farol.
Fraiburgo é outro exemplo de município que investe em tecnologia nos serviços públicos. A prefeita Claudete Mathias cita a adoção de ferramentas educacionais e o uso de internet para levar conectividade na zona rural. “Trabalhamos na informatização de toda a educação infantil. Nós temos mais de 100 lousas digitais e também notebooks para os alunos. No campo, é necessário levar a informação e nós só vamos desburocratizar o atendimento a partir das tecnologias”, disse a prefeita. Ela e outros prefeitos receberam uma certificação por projetos inovadores.
Para utilizar a tecnologia de forma estratégica na tomada de decisão, o vice-presidente do Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina (CIASC), Luiz Antônio da Costa Silva, frisa a importância das Prefeituras embasarem as políticas públicas a partir dos dados gerados. “É um mundo que a gente tem que ter muitos dados, criando cidades que tenham inteligência e possibilidade de interação das pessoas”, observou.
Ele também falou sobre a utilização de Internet das Coisas visando geração de economia aos cofres públicos baseada em inteligência. “A eficiência energética já é uma demanda. Tem muita coisa para segurança pública, transporte, saúde e agricultura”, comentou sobre o conceito que surge cada vez mais presente entre gestores visionários sobre cidades humanas, inteligentes e sustentáveis.
Segundo o diretor da RCD, José Marinho, o 2º Congresso Catarinense de Cidades Digitais abre espaço para a troca de experiências e facilita o planejamento em Tecnologia da Informação e Comunicação dos municípios do Estado, contribuindo para atender às demandas das Prefeituras.
O evento aborda modelos, soluções de mercado, políticas públicas e linhas de financiamento para as cidades. Nesta sexta-feira (23) representantes dos Ministérios da Saúde e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações trataram de iniciativas disponíveis e como os municípios podem fomentar ambientes de inovação nas cidades.